Craque do Amazonas FC, Sassá garante que vai retribuir todo o carinho recebido pela torcida manauara
Publicado em 24 de Outubro de 2023 às 04:36 PM

Luiz Ricardo Alves, “Sassá”
Idade: 29 anos
Profissão: Jogador de futebol do Amazonas FC
Vive em Manaus desde: abril de 2023
Local favorito em Manaus: Ponta Negra, rio Negro e Arena da Amazônia
Sassá vive a melhor fase no futebol amazonense
Ao longo de seus 354 anos, Manaus contou com diversas personalidades nas mais diversas áreas, havendo algumas bem recentes. No Campo do esporte, talvez o nome que está em evidência nesta lista vem do Rio de Janeiro. Trata-se de Luiz Ricardo Alves, mais conhecido como “Sassá” - ou para os mais fanáticos, “Sassálotelli”. Independentemente de como é chamado, ele já escreveu seu nome na história da capital do Amazonas, isso tudo estando aqui há pouco menos de um ano.
Sendo a principal cara do jovem Amazonas FC, Sassá liderou a equipe para o inédito acesso na Série B do Campeonato Brasileiro, colocando um time de Manaus na segunda divisão mais importante do futebol brasileiro, algo que não acontecia há quase 20 anos. Se não bastasse isso, ele também foi o herói do título da equipe de Manaus na Série C do Brasileirão, marcando o gol da virada e o que trouxe o primeiro título do Campeonato Brasileiro para o Estado.
Para o jogador, que conversou com a reportagem de A CRÍTICA, tais feitos seriam apenas uma forma de compensação por tudo que Manaus, neste pouco menos de um ano, tem lhe proporcionado. Afinal, segundo ele mesmo, sua passagem pela Onça-Pintada tem sido sua melhor fase em toda a carreira.
“Aqui eu só tenho ao que agradecer, ao povo que me acolheu bastante, ao time, que tem me ajudado muito. Estou vivendo a melhor fase da minha vida aqui, nesse Estado maravilhoso, próspero. Agora, é uma coisa mais de retribuir a todo esse carinho que tenho aqui”, disse o capitão do Amazonas FC.
Lançado no futebol como promessa no Botafogo, tendo passagens também por Cruzeiro, Coritiba e Náutico, Sassá chegou ao Manaus em abril deste ano, sendo a principal contratação da equipe, então debutante, para a disputa da Terceirona. Com a camisa 99 e levando a braçadeira de capitão da Onça-Pintada, Sassá foi o líder do elenco aurinegro, tendo principalmente destaque nas partidas fora de casa – onde marcou 13 dos seus 18 gols, sendo também o maior artilheiro de todas as divisões nacionais neste ano.
Foi com ele em campo que o Amazonas conseguiu se remontar no quadrangular final da Série C, onde a equipe perdeu os dois primeiros jogos e depois emendou uma sequência de quatro vitórias. Um dos seus principais feitos foi calar o estádio Mangueirão, em Belém (PA), com 50 mil pessoas, marcando o gol da virada da equipe contra o Paysandu. Este mesmo feito ele repetiu em Brusque, no domingo (22), ao enfrentar os donos da casa na final do Brasileiro.
Para o atleta, todas esses feitos – junto com seus companheiros – são apenas formas de retribuir a Manaus e seu povo, que segundo ele, tanto o acolheram.
“Tenho que agradecer a minha esposa, que foi fundamental para que isso acontecesse na minha vida. Só tenho que agradecer mesmo esse time, o presidente que confiou em mim, ao treinador, todo mundo que se dedicou, que se empenhou para que isso acontecesse. A gente grava o nosso nome na história da cidade, dessa cidade que me acolheu. Uma cidade, com bastante oportunidade e hoje, graças a Deus, eu agarrei a minha”, disse Sassá.
Sassá foi o nome do Amazonas FC na conquista do título da Série C do Campeonato Brasileiro e do acesso à Série B (Foto: Jeiza Russo/A CRÍTICA)
Programação extra-campo
Sobre Manaus, o jogador afirma que quando não estava em campo ou treinando com os companheiros, preferia estar com a família, seja em casa ou em qualquer ponto turístico da capital.
“Cara, gosto muito de sair com a família, comer uns peixes, principalmente Tambaqui e matrinxã. São coisas que me fizeram me adaptar mais rápido, além dos amigos que fiz aqui, que foram me mostrando a cidade”, relata.
Sobre seu lugar favorito, o atleta não titubeou e logo falou sobre as belezas naturais que a capital amazonense possui. “Meu lugar favorito por aqui é o rio, principalmente estar em contato com os botos, que foi uma das primeiras coisas que fiz quando cheguei aqui. Estar em parte da Ponta Negra, com a família, também é muito legal”.